top of page

Os sentimentos e nossos hábitos

  • Foto do escritor: Elaine Silva
    Elaine Silva
  • 9 de set. de 2021
  • 3 min de leitura


Certo dia, conversando com um amigo, fumante, perguntei se ele não tinha vontade de parar de fumar, e ele me respondeu que não. Ele gosta e de alguma forma o ato de fumar é algo benéfico para ele.

Já parou para pensar quais são os hábitos que você tem hoje e que não gostaria de manter na sua "lista de afazer do dia"?

Pode ser qualquer coisa como fumar, beber em demasia, comer doces após o almoço, etc.

Mas por quê este hábito existe? Como ele foi criado?

Já reparou que muitos dos hábitos são criado somente porque crescemos assistindo alguém realizando determinada ação? Repetimos o que vivenciamos desde pequenos e nem nos perguntamos se "aquilo" é bom.

Por exemplo: uma pessoa pode aprender a reduzir o estresse fumando. Outra, praticando corrida. Seus hábitos atuais não são necessariamente a melhor maneira de resolver os problemas que enfrenta; são apenas os métodos que você aprendeu a usar. Depois de associar uma solução ao problema que precisa resolver, você a utiliza para sempre.

Hábitos são associações. Você vê um estímulo, classifica-o com base na experiência passada e determina a resposta apropriada. Tudo acontece muito rapidamente! Achamos sempre que nossa vida é reativa mas será que é mesmo?

Eu acredito que não. Eu acordo pensando em como será meu dia, imagino o que vou sentir fazer isso ou aquilo, falando com tais pessoas, participando de alguma atividade. Estou sempre prevendo o que vai acontecer baseado nas situações que algum dia eu presenciei/vivenciei. Eu vou agindo conforme minhas previsões e tudo vai depender de como interpreto o ambiente.

Por exemplo: eu e este meu amigo olhamos para o cigarro ao mesmo tempo. Ele pode sentir vontade de fumar e eu posso ter repulsa pelo cheiro pois isso me faz lembrar do quanto passei mal quando fumava. Ver o cigarro foi um estímulo e o que desencadeou a ação (dele de fumar e a minha de não fumar) foi um sentimento, uma emoção, um desejo.

Um desejo é a sensação de que algo está faltando e a ação que acontece a partir deste desejo é para satisfazer a necessidade de preencher este vazio e se sentir diferente da situação atual.

São os nossos sentimentos e emoções que ditam o que precisamos mudar, manter ou ignorar. "Neurologistas descobriram que, quando emoções e sentimentos estão prejudicados, perdemos a capacidade de tomar decisões." (livro Hábitos atômicos- pág. 128)

O neurocientista, Antonio Damasio, afirma que é a emoção que permite que você faça a classificação de que as coisas são boas, ruins ou indiferentes.

É possível concluir que hábitos são a nossa tentativa de suprir nossos desejos mais profundos. Sempre que um hábito resolve com sucesso um motivo, você desenvolve o desejo de fazê-lo novamente. É um círculo vicioso.

Essa talvez seja uma forma de agir para desenvolver um novo hábito, ou seja, torná-lo interessante, atraente e associá-lo à uma experiência positiva. Parece difícil, complicado... mas muitas vezes a única coisa que precisamos é pensar de uma forma diferente.

Vamos lá, não é tão difícil.

Se o hábito de realizar um exercício físico é muito penoso porque você pensa "eu preciso me exercitar", mude a frase para "agora eu vou ganhar resistência e saúde".

Se o hábito de poupar dinheiro está associado ao sacrifício de deixar de ter um item neste mês, pense assim: eu tenho a liberdade de escolher. No mês que vem eu terei ainda mais do que tenho hoje e por isso terei maior poder de compra.

Trata-se de uma mudança de ATITUDE MENTAL. Por mais que elas não sejam mágicas, a mudança de atitude mental ajuda a mudar os sentimentos que você associa a determinado hábito ou situação.

Crie o seu ritual de motivação e associe uma nova prática com algo que você goste e passe a usar este estímulo sempre que precisar de um pouco de motivação para seguir na construção de um novo hábito.

Que tal tentar?






 
 
 

Comentários


bottom of page